domingo, 8 de julho de 2007

Colorindo Smilinguido








colorindo Mickey e sua turma























colorindo Bambi e sua turma








PESCOÇO PELADO

Dona Branca tinha orgulho em mostrar ás amigas suas penas brancas da cabeça à cauda.
Um dia uma das amigas lhe pediu: - Dona Branca, empreste-me uma peninha. Quero enfeitar-me para ir à festa das angolas.
Dona Branca tirou do pescoço uma pena e deu-a à amiga.
Logo chegou outra: - Dona Branca, quero ir à festa das angolas e não sei com que enfeitar-me.
Dona Branca tirou outra pena do pescoço e atendeu à amiga.
Daí a pouco chegou uma terceira: - Uma peninha branca iria muito bem com minha roupagem preta.
Dona Branca deu à galinha preta mais uma pena do pescoço.
Como foram muitos os pedidos, muitas foram as penas emprestadas.
No dia seguinte Dona Branca procurou reaver os empréstimos.
- Perdi-a no caminho - disse uma galinha
- Roubaram-na de mim - respondeu outra
- Esqueci-a na festa - desculpou-se uma terceira.
Até hoje Dona Branca não conseguiu arrecadar uma só pena.
Ficou, desde então, apelidada a "Pescoço Pelado"

O QUATI BULIÇOSO

O Quati é um bicho nuito buliçoso .
Não pode ver o guardado de outros bichos sem que vá remexer nêles.
Se acha alguma coisa gostosa, não faz cerimônias: come e farta-se.
Um dia a iara guardou, bem guardado numa casca de árvore um favo de Jataí cheio de mel.
Era um mel delicioso.
- Vou experimentar só um pouquinho pensou o quati. E começou a lamber o favo.
- Hum!....Como esta gostoso ! Só mais um pouquinho! E passou a lamber o favo.
- Só mais um pouquinho e a iara não desconfiará de nada.
Passado algum tempo, do favo só restava a cêra.
Quando a iara veio e não achou o guardado logo pensou:
- Isto deve ser arte do quati. Ali está o rasto dêle. êle me pagará.
Dias depois o quati voltou a fim de procurar algum guardado.
Assim que enfiou a mão pela casca da árvore soltou um desesperado guincho e saiu correndo.
E que, em vez de favo de jataí, havia na casca uma caixa de marimbomdos.

A ONÇA E A RAPOSA

Era uma vez uma onça que estava cansada de ser enganada pela raposa.
Assim, decidiu atraí-la para sua caverna.
Fez espalhar pela floresta a notícia de que havia morrido e deitou-se bem no meio da toca, fingindo-se de morta
Todos os bichos vieram olhar o seu corpo, contentíssimos.
A raposa também veio, mas meio desconfiada ficou olhando de longe. E por trás dos outros animais gritou:
— Minha avó, quando morreu, espirrou três vezes. Espirrar é o sinal verdadeiro de morte.
A Onça, para mostrar que estava morta de verdade, espirrou três vezes. A raposa fugiu, às gargalhadas.
Furiosa, a onça resolveu apanhá-la quando ela fosse beber água. Havia seca no sertão e somente uma pequena fonte perto de uma serra tinha ainda um pouco de água. Todos os animais selvagens eram obrigados e beber ali.
A onça ficou esperando a raposa aparecer, dia e noite. Nunca a raposa sentira tanta sede.
Ao fim de três dias já não agüentava mais.
Resolveu ir beber e enquanto se encaminhava para a fonte ía pensando num plano para enganar a onça.
No caminho achou uma casa de abelhas. Com uma vara furou a colméia e com o mel que escorreu, untou todo o seu corpo. Depois, espojou-se num monte de folhas secas, que se pregaram aos seus pêlos e cobriram-na toda. Ficou parecendo um bicho esquisito coberto de folhas. E assim disfarçada, lá foi a raposa beber água na fonte.
A onça olhou-a bem e perguntou:
— Que bicho é você que eu não conheço, que eu nunca vi?
— Sou o bicho Folharal. — respondeu a raposa.
— Pode beber.
A raposa desceu a rampa que levava ao pequeno lago, que na verdade era mais uma poça d´água, que um lago. Enfiou-se na água, e bebeu... E bebeu até ficar satisfeita. E a onça lá em cima, desconfiada, vendo-a beber demais, como quem trazia uma sede de vários dias, dizia:
— Nossa! Quanta sede você tem, Folharal!
Acontece que enquanto bebia, a raposa não se deu conta que sentara dentro da água. E as folhas começaram a se despregar do seu corpo porque o mel foi amolecendo. Quando já havia bebido o suficiente, a última folha caiu. A onça que estava observando lá em cima, reconheceu a inimiga, e furiosa lançou-se sobre ela. Mas esta era muito esperta e ágil, conseguiu fugir. E até hoje a onça pensa num jeito de pegar a raposa.